14 de Setembro > 23 de Setembro

Em linha

Universidade 2021 do CADTM: programa das conferências on-line

Mês após mês, a gestão da crise multidimensional desencadeada pela pandemia do coronavírus levanta questões. Ano após ano, parecem repetir-se os mesmos erros: favorecimento dos ricos à custa do planeta, das pessoas e das populações vulneráveis, tanto no Norte como nos Suis. No entanto, as lições a tirar são claras e as alternativas existem! Entre outras: anulação das dívidas para alcançar uma maior justiça social!

Para responder a estas questões, este ano o CADTM organiza, em colaboração com vários locais e colectivos, a sua Universidade, desta vez em formato inédito!

Adaptamo-nos ao contexto actual adoptando um formato misto, em parte virtual e em parte presencial, não só para o tornar acessível a toda a gente, mas também para discutir a crise multidimensional actual, ao nível local e ao nível global, juntando no mesmo lugar as lutas de todos os quadrantes do mundo. Para o CADTM, é essencial retomar a iniciativa lançada após Seattle, em 1999, relançar o movimento altermundialista a partir de uma base sólida, e de novo fazer retinir a mensagem: «o mundo não é uma mercadoria, as nossas vidas valem mais que o lucro deles».

Informações práticas

Datas: 3 conferências em linha, dias 14, 16 e 23 de setembro de 2021

Local:
- via plataforma Zoom

Preço: Gratuito, com a possibilidade de fazer um donativo.

Línguas: As conferências terão tradução simultânea em francês, inglês e castelhano.

Perguntas/observações: Contactem-nos por correio electrónico: info[at]cadtm.org

Programa online

Os horários indicados correspondem à hora de Bruxelas. Para os consultar em função do vosso fuso horário, ver aqui
terça-feira, 14 de setembro, 18h30-20h30 - A dívida ou a vida? Análise feminista da crise multidimensional
Com Silvia Federici e Verónica Gago

Silvia Federici, escritora, professora e militante feminista italo-americana, é uma das figuras importantes do feminismo anticapitalista. Tem uma longa história de militantismo e de reflexão sobre os processos de mundialização capitalista e seus efeitos sobre o planeta, desde campanhas pelo salário doméstico em Nova Iorque, até à luta contra os planos de ajustamento estrutural em África.

Verónica Gago professora na Universidade de Buenos Aires (UBA) e na Universidade Nacional de San Martín (Unsam), investigadora do Conselho Nacional de Investigação Científica e Técnica (Conicet) da Argentina. Militante e activista feminista do colectivo feminista «Ni una menos», Argentina. É uma referência para compreender a dívida e as finanças do ponto de vista feminista.
O aumento das dívidas públicas e das dívidas privadas provoca consequências directas na economia doméstica e, mais especificamente, na vida das mulheres. São elas especialmente que assumem as responsabilidades ligadas à reprodução social e são forçadas a endividarem-se para sustentar a família, para se alimentarem, para terem casa, para terem acesso aos cuidados de saúde, etc. Quando surgem as crises, as mulheres deixam de ser capazes de reembolsar os créditos que contraíram. O endividamento é também um mecanismo que prende as mulheres a lares violentos. E assim os ditames de género entretecem-se com os da finança. Uma vez que a dívida é um instrumento de reforço do capitalismo, actua também como reforço do patriarcado: as mulheres cada vez mais têm de tomar a seu cargo tarefas que deviam ser asseguradas pelos serviços públicos. Com base na articulação entre dívida, capitalismo e patriarcado, as propostas de acção que emanam dos movimentos feministas são fundamentais e indispensáveis para construir alternativas e privilegiar a sustentabilidade da vida e dos mercados. Neste debate acolhemos três intervenientes.
quinta-feira, 18h30-20h30 - Que solução para os países do Sul esmagados pela dívida?
Com Juan Pablo Bohoslavsky (perito independente encarregado de examinar os efeitos da dívida externa e das obrigações Obrigações Parte de um empréstimo emitido por uma sociedade ou uma colectividade pública. O detentor da obrigação, ou obrigacionista, tem direito a um juro* e ao reembolso do montante subscrito. Também pode, se a sociedade estiver cotada na Bolsa, revender o título em bolsa. financeiras internacionais ligadas aos estados sobre o pleno exercício de todos os direitos humanos, em particular os direitos económicos, sociais e culturais - de 2014 a 2020), Ndongo Samba Sylla (economista), Iolanda Fresnillo (Eurodad) e Omar Aziki (Attac/CADTM Marrocos)
Além das dificuldades que já afectavam muitos países do Sul desde 2015 enquanto devedores, as múltiplas consequências da pandemia de covid-19 vieram agravar ainda mais a sua situação. Mais de um terço desses países encontra-se à beira da falência ou já está em suspensão total ou parcial de pagamento da sua dívida. Desde março de 2020, as instituições internacionais repetem declarações de intenção, sem nunca admitirem a verdadeira dimensão da crise actual. Face ao desespero das populações, torna-se urgente agir pela anulação da dívida dos países do Sul! Mas como? Reestruturar ou suspender? Anular ou repudiar? Auditoria ou mecanismo internacional sob a égide das Nações Unidas? Para fazer este debate estratégico, acolhemos quatro intervenientes. Juan Pablo Bohoslavsky vai apresentar-nos as soluções preconizadas pela CNUCED. Ndongo Samba Sylla, economista, vai explicar as condicionantes específicas ligadas ao endividamento dos países do Sul. Iolanda Fresnillo, membro do Eurodad, e Omar Aziki, membro da Attac Cadtm Marrocos, irão apresentar as recomendações específicas das suas redes.
Jeudi 23 septembre, 18h30-20h30 - As dívidas detidas pelo Banco Central Europeu - anular?
Com Renaud Lambert (Monde Diplomatique), Benjamin Lemoine (investigador no CNRS e autor de L’ordre de la dette. Enquête sur les infortunes de l’État et la prospérité des marchés; Éric Toussaint (porta-voz do CADTM Internacional), Aline Farès (autora de «Chroniques d’une ex-banquière»; e Eva Betavatzi (membro do CADTM Bélgica).
Em fevereiro de 2021 a questão dos cerca de 2500 mil milhões de euros de dívidas soberanas detidas pelo BCE aparece nas notícias. A 5 de fevereiro, 150 economistas de 13 países europeus vêm a público apelar à anulação desses dívidas detidas pelo BCE. Três semanas depois, nova tribuna com 80 economistas a apelarem, pelo contrário, a outra solução. Por seu lado, a presidente do BCE, Christine Lagarde, como não podia deixar de ser, considera a anulação contrária aos tratados europeus e por isso «impossível de considerar». E então, em que havemos de ficar? Simples lufada de oxigénio económico ou verdadeiro avanço político?
Para esta discussão construtiva convidámos Renaud Lambert, Benjamin Lemoine, Éric Toussaint, Aline Farès, e Eva Betavatzi.

Inscrições

Programa presencial
A Universidade 2021 do CADTM irá decorrer simultaneamente de forma presencial em Liège, na Bélgica, no fim de semana de 25-26 de setembro. Para consultar o programa e inscrever-se, clique aqui
Programa online - Preencher o formulário seguinte

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